Receber durante a gestação a suspeita de uma infecção congênita pode gerar muitas dúvidas e inseguranças para a família.
Mesmo quando a gestante está bem e os exames obstétricos parecem normais, algumas infecções podem afetar o desenvolvimento do sistema nervoso central fetal de forma silenciosa.
Nesses casos, a avaliação especializada através da Neurossonografia Fetal é muito importante, já que este exame avalia detalhadamente o cérebro do bebê.
O que são infecções congênitas?
As infecções congênitas acontecem quando agentes infecciosos acometem o bebê ainda durante a gestação.
Essas infecções podem interferir no desenvolvimento fetal e, em alguns casos, provocar alterações neurológicas importantes.
As infecções mais frequentemente investigadas no pré-natal fazem parte do grupo TORCH, que inclui:
- toxoplasmose;
- citomegalovírus (CMV);
- rubéola;
- herpes vírus.
Além das infecções clássicas do TORCH, outras infecções também podem causar comprometimento fetal, como:
- parvovírus B19;
- vírus Zika;
- coxsackie vírus;
- sífilis;
- varicela.
Qual a relação entre infecção congênita e alterações cerebrais fetais?
As infecções congênitas podem acometer diretamente o sistema nervoso central fetal.
O sistema nervoso central do bebê é formado principalmente pelo cérebro fetal e pela coluna vertebral fetal, estruturas fundamentais para o desenvolvimento neurológico.
Dependendo do agente infeccioso, podem ocorrer alterações no desenvolvimento cerebral, lesões destrutivas cerebrais ou alterações do neurodesenvolvimento fetal.
Entre as principais alterações ultrassonográficas associadas às infecções congênitas estão:
- ventriculomegalia fetal;
- calcificações intracranianas;
- microcefalia;
- alterações corticais;
- cistos periventriculares;
- alterações da fossa posterior;
- alterações do corpo caloso;
- lesões destrutivas cerebrais;
- hemorragia fetal;
- restrição de crescimento fetal.
Algumas dessas alterações podem ser sutis e evoluir ao longo da gestação e nem toda alteração cerebral fetal aparece no ultrassom de rotina.
Esse é um ponto muito importante!
Mesmo quando o ultrassom obstétrico convencional ou o ultrassom morfológico não identificam alterações aparentes, o cérebro fetal ainda pode apresentar alterações relacionadas à infecção congênita.
Muitas dessas alterações podem ser detectadas apenas através da Neurossonografia Fetal especializada.
A Neurossonografia Fetal possui maior capacidade de avaliação detalhada do sistema nervoso central fetal e permite investigação mais aprofundada das estruturas cerebrais.
Por isso, pacientes com suspeita ou confirmação laboratorial de infecção congênita devem ser avaliadas por especialista em Medicina Fetal com experiência em Neurossonografia Fetal.
O que é a Neurossonografia Fetal?
A Neurossonografia Fetal é um exame ultrassonográfico avançado e detalhado do sistema nervoso central fetal.
Ela permite avaliação aprofundada do cérebro e da coluna fetal através de múltiplos planos ultrassonográficos e tecnologias bidimensionais e tridimensionais.
O exame avalia detalhadamente:
- ventrículos laterais;
- corpo caloso;
- córtex cerebral;
- linha média cerebral;
- fossa posterior;
- cerebelo;
- migração cortical;
- sinais hemorrágicos;
- lesões destrutivas cerebrais.
Muitas alterações sutis podem não ser identificadas no ultrassom obstétrico convencional e serem detectadas apenas na avaliação neurossonográfica especializada.
Quando encaminhar para Neurossonografia Fetal?
A avaliação especializada deve ser considerada nos casos de:
- infecção congênita confirmada;
- sorologia sugestiva de infecção aguda materna;
- soroconversão durante a gestação;
- suspeita fetal de infecção congênita;
- alterações ultrassonográficas sugestivas de infecção fetal;
- ventriculomegalia fetal;
- microcefalia;
- calcificações intracranianas;
- restrição de crescimento fetal associada;
- alterações cerebrais identificadas no ultrassom.
Mesmo na ausência de alterações no ultrassom obstétrico convencional, pacientes com infecção congênita podem se beneficiar da avaliação neurossonográfica fetal especializada.
Quais exames podem ser necessários?
Dependendo do quadro clínico e dos achados ultrassonográficos, pode haver indicação de:
- investigação infecciosa complementar;
- amniocentese;
- PCR para agentes infecciosos;
- ressonância magnética fetal;
- investigação genética complementar.
Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada.
A importância do acompanhamento especializado
As infecções congênitas podem apresentar diferentes graus de comprometimento fetal.
A avaliação especializada permite:
- investigação mais detalhada do cérebro fetal;
- diagnóstico mais preciso;
- acompanhamento individualizado;
- melhor definição prognóstica;
- aconselhamento familiar adequado;
- planejamento perinatal mais seguro.
Em muitos casos, a Neurossonografia Fetal pode identificar alterações cerebrais precoces e modificar completamente o seguimento da gestação.
Neurossonografia Fetal em Maringá
A Dra. Bruna Barbosa atua exclusivamente com Medicina Fetal e avaliação especializada do sistema nervoso central fetal.
A Neurossonografia Fetal é realizada de forma individualizada, com investigação detalhada do cérebro fetal nos casos de suspeita ou confirmação de infecções congênitas durante a gestação.
Cada gestação deve ser avaliada de maneira única. Mesmo diante de exames obstétricos aparentemente normais, algumas alterações cerebrais fetais podem ser sutis e identificadas apenas através da avaliação especializada do sistema nervoso central fetal.
Muitas vezes, a Neurossonografia Fetal permite identificar alterações precoces e oferecer respostas importantes para a família durante esse momento tão delicado da gestação.
Mais do que investigar imagens, o acompanhamento especializado busca oferecer clareza, segurança e acolhimento para que os pais possam atravessar a gestação com informação adequada e cuidado individualizado.
Tem alguma dúvida sobre esse tema ou quer agendar seu exame?
Falar com a clínica