O ultrassom morfológico do primeiro trimestre é um dos exames mais importantes de toda a gestação.
Ele deve ser realizado, obrigatoriamente, entre 11 e 14 semanas de gestação (idealmente entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias), podendo ser feito por via abdominal e, quando necessário, também por via transvaginal.
Seu principal objetivo é o rastreamento de doenças genéticas e cromossômicas, como a Síndrome de Down.
O que o morfológico do primeiro trimestre avalia?
O exame é baseado na análise de marcadores ultrassonográficos específicos dessa fase da gestação.
Os principais são:
Translucência nucal (TN)
A TN é um acúmulo de líquido na região da nuca do bebê, presente em todos os fetos.
Quando esse valor está aumentado, pode indicar maior risco para síndromes genéticas ou malformações.
Embora cerca de 75% dos fetos com Síndrome de Down apresentem TN aumentada, esse achado também pode ocorrer em fetos normais.
Osso nasal (ON)
A ausência do osso nasal entre 11 e 14 semanas está associada a maior risco de alterações cromossômicas.
Esse achado é observado em uma parcela significativa dos fetos com Síndrome de Down, sendo raro em fetos sem alterações.
Ducto venoso (DV)
O ducto venoso é um vaso importante na circulação fetal.
Alterações no seu fluxo podem estar associadas a cromossomopatias e também a cardiopatias congênitas.
Regurgitação tricúspide (RT)
A regurgitação na válvula tricúspide pode estar relacionada a alterações cardíacas e melhora a capacidade do exame em identificar fetos de maior risco.
O exame faz diagnóstico?
Não.
O ultrassom morfológico do primeiro trimestre é um exame de rastreamento, ou seja, ele avalia o risco — não confirma diagnóstico.
Após o exame, os dados são inseridos em algoritmos da Fetal Medicine Foundation, que calculam o risco individual para cada gestação.
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alto risco: > 1:100
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risco intermediário: entre 1:100 e 1:1000
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baixo risco: < 1:1000
Nos casos de alto risco, podem ser indicados exames complementares.
Avaliação precoce da anatomia fetal
Além do rastreamento genético, o exame permite avaliar precocemente a formação do bebê.
Já nessa fase, é possível identificar cerca de 50% das malformações congênitas.
Também são avaliados:
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implantação da placenta
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inserção do cordão umbilical
Diferencial da Clínica Afeto Maringá
Na Clínica Afeto, em Maringá, o ultrassom morfológico do primeiro trimestre é realizado de forma completa e integrada, com foco em prevenção e diagnóstico precoce.
Além da avaliação tradicional, incluímos de rotina:
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rastreamento da pré-eclâmpsia
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Doppler das artérias uterinas
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Doppler da artéria oftálmica
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avaliação do colo uterino via transvaginal
Rastreamento da pré-eclâmpsia no primeiro trimestre
O morfológico do primeiro trimestre é o momento ideal para identificar gestantes com maior risco de desenvolver a pré-eclâmpsia.
Esse rastreamento inclui:
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história clínica materna
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medida da pressão arterial
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Doppler das artérias uterinas
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Doppler da artéria oftálmica
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exame de sangue (PIGF), quando disponível
A identificação precoce permite iniciar medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixa dose antes da 16ª semana, reduzindo significativamente o risco da doença.
Avaliação do colo uterino
Também realizamos a medida do colo uterino por via transvaginal.
Essa avaliação ajuda a identificar pacientes com maior risco de parto prematuro, permitindo intervenções precoces.
Por que esse exame é tão importante?
Porque ele concentra, em um único momento da gestação:
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rastreamento de síndromes genéticas
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avaliação inicial da anatomia fetal
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identificação de risco para pré-eclâmpsia
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avaliação de risco para prematuridade
Ou seja: é um exame que pode mudar completamente a condução da gestação.
Ultrassom morfológico em Maringá
Na Clínica Afeto Maringá, atendemos gestantes de Maringá e região com foco em avaliação detalhada, tempo adequado e diagnóstico responsável.
Agende sua avaliação
Se você está entre 11 e 14 semanas ou deseja orientação sobre o momento ideal para realizar o exame, entre em contato.
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Um exame bem feito no início da gestação pode transformar todo o acompanhamento pré-natal.
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